A História de Britta Pedersen

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American Dream Series

A História de Britta Pedersen

By Maria Danniella Gutiérrez- Salem Advogada Estrangeira – Venezuela

Nossa entrevistada hoje é Britta Pedersen, de Dusseldorf, Alemanha. O que te motivou a vir para os Estados Unidos? “Eu vim motivada pelo desejo de aprender inglês. Na Alemanha, eu estava trabalhando como higienista dental, mas queria me aperfeiçoar, e aprender outro idioma era uma boa ferramenta para isso. Eu vim aqui quase 28 anos atrás como babá, um trabalho que me permitia estudar, gostei muito do país e com o tempo conheci meu marido, um homem maravilhoso cujos pais também são imigrantes, nos casamos e temos dois filhos de quem tenho muito orgulho. Nós dois tentamos ser um bom exemplo para eles. Eles cresceram com a diversidade e viram como seu pai e eu conseguimos as coisas com muito trabalho.”

Conte-me um pouco mais sobre sua história de trabalho? “Depois de ser babá, trabalhei em um restaurante por dois anos, então, como motorista de ônibus escolar, uma posição que me permitia passar mais tempo com meus dois filhos, mas depois de dez anos queria continuar crescendo e então decidi começar a aventura de conseguir minha licença como corretora de imóveis.”

Como essa ideia de mudança aconteceu? “Meu marido trabalhou com construção por muitos anos e por isso eu estava familiarizada com o ambiente. Por outro lado, eu tinha uma amiga que, como eu, estava procurando algo diferente que nos desse a oportunidade de evoluir economicamente e ao mesmo tempo desfrutar do nosso trabalho. É assim que a equipe dos sonhos nasceu. Eu obtive minha licença primeiro, e três anos depois foi a vez dela. Começamos com uma empresa imobiliária líder com quem trabalhamos por mais de uma década e agora temos nossa própria imobiliária, a ‘Dream House Realty’.”

O que fez você decidir se tornar independente e ter sua própria empresa? “Tudo na vida tem um ciclo e nós completamos o nosso. Tivemos que seguir um novo caminho e foi assim que, depois de alguns anos, voltamos para abrir um escritório à 403 Main Street, em Danbury. Nesta semana, celebramos um ano de volta a uma comunidade que nos conhece, na qual nos orgulhamos de pertencer e contribuir para seu desenvolvimento.”

O que você mais gosta no seu trabalho no mercado imobiliário? “A oportunidade de ajudar outras pessoas a comprarem o lugar que elas chamarão de lar. Todos nós merecemos ter nossa própria casa, um lugar onde nossos filhos possam crescer e brincar na segurança de seu próprio jardim. Casas contam a história de seus donos em cada uma de suas paredes, retratos, melhorias que fazemos pouco a pouco ou nos momentos em que vivemos nela. Elas também constituem uma mensagem para as crianças. Você deixa com que elas saibam que sempre terão um lugar. Durante esses anos, entendi como é importante não apenas fazer seu trabalho, mas dar o melhor de si. Nós tivemos muitos clientes que vieram para esta área porque foram realocados por motivos de trabalho. Não apenas conseguimos sua primeira casa para alugar, como também os orientamos para que fossem às pessoas certas e obtivessem sua carteira de motorista ou qualquer outro documento que necessitassem. Por outro lado, também ensinamos a eles como se tornarem donos de sua própria casa.”

Qual tem sido a parte mais difícil de ser um imigrante? “Acho que a coisa mais difícil é confiar. Na minha cultura leva tempo para você chamar alguém de amigo. Digamos que não somos tão amigáveis quanto na América. As pessoas não tentam falar com você sem alguém te apresentar primeiro.”

O que você sente falta da Alemanha? “Tenho saudades da minha família, comida e cerveja. Embora já faz muitos anos, eu ainda não esqueço esses sabores.”

Qual foi a melhor coisa que aconteceu com você neste país? “O fato de eu e meu marido termos um negócio próprio. Somos donos da nossa casa e temos a oportunidade de matricular nossos filhos em uma universidade, coisas que na Alemanha certamente não teríamos conseguido. Este é o país das oportunidades, eu sou uma prova viva disso.”

Qual seria sua mensagem final para nossos leitores? “Se você decidir morar na América, então viva no estilo americano. Com isso, não quero dizer que você deve esquecer suas raízes, mas sim aprender a língua e se adaptar. Valorize o quanto esse país tem para lhe dar.”

María Danniella Gutiérrez-Salem exerceu advocacia na Venezuela antes de seguir seu próprio sonho americano e se tornar escritora nos Estados Unidos. mdgutier@gmail.

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April 18, 2018

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