A História de Gerica Priscila Rivadeneira

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A História de Gerica Priscila Rivadeneira

By Maria Danniella Gutiérrez- Salem

Em um mundo onde a maioria das pessoas estão descontentes ou tristes, seja por uma boa razão ou por escolha, encontrar alguém com um temperamento jovem não acontece com frequência. Nossa entrevistada é uma jovem que nasceu no Equador, cidade de Macas,  capital da província de Morona Santiago. Seu nome é Gerica Priscila Rivadeniera Campoverde. Ela tem dois nomes e dois sobrenomes, como é costume nos países latino-americanos, devido à influência espanhola.

Conte-me um pouco sobre sua família? Ela respondeu: “Bem, eu venho de uma família muito, muito grande, tenho dezesseis irmãos, dez por parte da minha mãe e seis do meu pai, então nunca me senti sozinha e sempre tive o apoio de meus irmãos. Quando você tem tantos irmãos aprende a importância de compartilhar e tolerar. A paciência é uma virtude. Tudo se torna muito mais fácil.

Foi muito difícil deixar sua família no Equador? Ela rapidamente respondeu: “Minha mãe está no Equador com alguns dos meus irmãos, porque eles, assim como eu, também decidiram ganhar a vida fora de lá, alguns na Espanha e outros em diferentes cidades dos EUA. Eu realmente sinto saudades da minha mãe. Nada na vida é mais bonito do que o afeto da nossa mãe, não importa se somos crianças ou adultos, sempre precisamos de nossos pais. No entanto, eu estava muito apaixonada e era ilógico pedir ao meu futuro marido para mudarmos para o Equador. Ele tem uma filha pequena e é um pai muito responsável e muito apegado a ela, por isso me mudei para cá. Ele também me disse que neste país não é preciso um diploma universitário para encontrar trabalho. A coisa mais importante é saber um ofício e se esforçar no que você faz para que possa ser bem sucedido”.

Qual foi sua melhor experiência neste país? Ela respondeu: “Para ser honesta, eu não paro para pensar em coisas negativas, sempre penso positivamente, então para mim tudo que passei desde que vim para cá há dois anos foi bom. As pessoas perdem seu tempo pensando em coisas ruins, porque o que você acha ruim, mais cedo ou mais tarde trará algo de bom. Este é o motivo pela qual eu não paro, mesmo quando estou extremamente exausta depois de ficar até 10 horas de pé no trabalho. Mas chego em casa com a satisfação de saber que cada cliente foi bem atendido, que meu supervisor me elogiou e que com o dinheiro ganho vou comprar a casa dos meus sonhos. Atualmente tenho dois empregos e também estudo à noite.

O que você está estudando? Ela respondeu: “Estou estudando inglês, não quero estar em um país sem falar sua língua, é muito bom interagir com os imigrantes que, como eu, querem se adaptar, superar e eventualmente sentirem-se identificados com o lugar que agora é o nosso lar. Este é um ótimo país e espero que nenhuma política mude isso. Em meus dois empregos interajo com estrangeiros e americanos, e no final, não há diferença porque somos todos filhos de Deus em busca de um lugar no mundo que nos acolha. Alguns têm sorte de nunca terem que imigrar, mas outros têm de fazê-lo e, depois temos de aceitar, compreender e respeitar as regras e costumes do novo país”.

Qual seria sua mensagem final? “Independentemente do tamanho do nosso problema, sempre encontraremos uma solução, seja paciente, agradeça e não esqueça que um sorriso também abre portas pequenas e grandes, então o primeiro passo para ser feliz é sorrir”.

 

María Danniella Gutiérrez-Salem praticou direito na Venezuela antes de perseguir seu próprio sonho americano e se tornar escritora nos Estados Unidos. Mdgutier@gmail.com.

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December 8, 2016

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