A História de Julián Pacheco

Veja esta matéria em English, Español

American Dream Series

A História de Julián Pacheco

By María Danniella Gutiérrez-Salem - Tradução: Fernanda Magrini Sinha

Nosso entrevistado de hoje é um jovem educado, empreendedor e muito honesto chamado Julián Pacheco. Ele nasceu em Bridgeport, CT, mas seus pais são de Luquillo, Porto Rico, e é por isso que ele se considera boricua.

Conte-me sobre sua família. Com um tom de voz muito suave, ele respondeu: “Bom, minha família é muito grande, eu tenho cinco irmãos e sou o mais novo. Meu pai veio para os Estados Unidos há 25 anos com o mesmo desejo que todos têm quando saem da ilha: procurar melhores oportunidades para ele e para nós. Ele é um homem trabalhador que sabe um pouco de tudo, embora sua profissão seja mecânico, especializado em lataria. Meus pais são pessoas muito boas e trabalhadoras, por isso, comecei a trabalhar ainda adolescente, primeiro na construção e depois ajudando meu pai em sua oficina. Infelizmente, por causa da modernização e das grandes oficinas, as pequenas foram afetadas e meu pai não escapou desta realidade econômica”.

O que você faz atualmente? Com a mesma calma, ele respondeu: “Eu trabalho em um escritório e meu trabalho é acompanhar os registros relacionados ao setor imobiliário que a empresa administra. É muito interessante porque tem que ser criativo, assim como persistente para obter o que é necessário e eu sou uma pessoa muito focada. Às vezes acho que sou muito calmo, mas então percebo que em um mundo com tanta violência, pode não ser ruim ter pessoas como eu. Eu prefiro fazer as coisas devagar, mas bem feitas, ao invés de fazê-las rapidamente, mas com resultados medíocres”.

Qual momento da sua vida você acha que foi mais marcante? Com um tom nostálgico, ele disse: “Para mim, foi muito difícil quando meus pais se separaram e eu estava no sétimo ano. Com o divórcio, tudo mudou. Eu me senti emocionalmente fora de controle. Minha mãe é uma mulher com um coração de ouro e muito forte, mas nossas personalidades são muito diferentes e talvez seja por isso que eu me identificasse mais com o meu pai e sua ausência me deixou muito triste Agora as coisas mudaram e eu sou adulto; preciso continuar minha vida e por isso vou conseguir minha certificação e dinheiro para abrir uma oficina”.

Se você pudesse dar conselhos a alguém, qual seria? “Bom, minha filosofia de vida é muito simples. Se você acordar cedo, pode conseguir tudo; se acordar tarde, o dia não será longo o suficiente. Eu também sou uma daquelas pessoas que pensa que alguém que sonha em ser um milionário tem duas opções: comprar muitos bilhetes de loteria ou trabalhar em um lugar onde se ganha muito mais do que um salário mínimo”.

O que você acha do atual estado do país? “Hoje, as pessoas estão sendo rotuladas em um país que se afirma livre. Não acho que os preconceitos sejam bons. Além disso, esta é uma sociedade que nasceu diversificada, desenvolveu-se de maneira diversificada e emergiu como uma potência mundial porque a diversidade permitiu isto”.

Qual seria a sua mensagem final? “Devemos valorizar a vida com seus bons momentos e também com os maus. Deus nos dá milhares de ferramentas, não para serem guardadas em uma caixa. Vamos usar nossa inteligência, temperamento, entusiasmo e força para alcançar nossos objetivos e estender a mão aos outros”.

 

 

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestShare on LinkedIn
January 13, 2017

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *