A História de Walter Suin Chin

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A História de Walter Suin Chin

By María Danniella Gutiérrez-Salem - Tradução: Fernanda Magrini Sinha

Nosso entrevistado hoje é Walter Suin Chin, que, como muitos, é imigrante em Danbury. Perguntei-lhe a origem do seu sobrenome e ele explicou: “Há mais de um século, muitos chineses imigraram para o Equador, fugindo da fome e da pobreza e à procura de um futuro melhor. Agora, um século mais tarde, o desejo de melhoria me motivou a tornar-me um imigrante.

Sou de uma família com muitos princípios morais e que promove uma paixão pelo trabalho e pela família. No Equador, é muito difícil avançar economicamente por diversas razões. Ser um profissional não é garantia de sucesso e enquanto é verdade que o sucesso não necessariamente surge concomitantemente com uma profissão, a combinação de fatores como esforço, iniciativa, visão e astúcia é o que nos traz sucesso.

Em nosso país, poucos têm uma casa própria, um carro, ou férias com sua família, plano de saúde e dinheiro para pagar a escola de seus filhos. Eu era um estudante de engenharia que, se fosse bem sucedido, ganharia no máximo cerca de US $1.500 por mês. Eu não queria me contentar com isso. Vim pra cá em 2000, convidado por um tio, e foi aí que percebi o quão desenvolvido este país era. Era impossível não se maravilhar com seus prédios e organização!

Quando ouço pessoas criticando os Estados Unidos, gostaria que tentassem primeiro viver na pobreza e talvez valorizassem mais esse ótimo país. Nada é perfeito, e a verdade é que somos nós que devemos ser os agentes da mudança, trabalhando mais, sendo mais responsáveis e acima de tudo, tentando sempre fazer o nosso melhor e deixar nossa cultura latino-americana orgulhosa. Este é um país que abre suas portas e a única coisa que devemos dar em troca é o respeito pelas suas instituições.”

O que você fez nos últimos 17 anos? Ele respondeu com entusiasmo: “Quando cheguei aqui, tive a sorte de conhecer um imigrante italiano que não só me deu trabalho, mas também me ensinou habilidades de construção e me ajudou com a lei I-245 que me deu status legal. Há muitas pessoas boas dispostas a ajudar com a única esperança de que um dia você fará o mesmo.

Mas, voltando à pergunta original, posso dizer que muitas coisas, mas principalmente construção, pintura e atualmente, “imóveis”. O último achei que foi uma boa escolha devido a minha experiência em construção, juntamente com o fato de que há um nicho para agentes imobiliários que falam espanhol. As razões são diversas; talvez a mais forte é que, culturalmente, as pessoas que querem comprar uma casa se sentem mais seguras se o vendedor fala espanhol, já que posso explicar o processo em sua própria língua. No entanto, devo admitir que a minha primeira venda foi para um americano.”

Você fala bem inglês? “Para mim, desde o primeiro dia falar a língua foi um desafio: adaptar-me a um país sem saber sua língua era impossível, mas aqui em Danbury existe uma comunidade portuguesa muito grande e é muito fácil aprender português e é por isso que eu aprendi as duas línguas com um professor. Tudo o que aprendemos é uma ferramenta que usamos mais cedo ou mais tarde.”

Qual seria a sua mensagem final? “O maior sucesso é ganhar a vida honrosamente. Quando os outros se referirem a você, que seja sempre algo positivo, é verdade que a vida não é fácil, mas muitas vezes somos nós que estabelecemos nossos próprios obstáculos, devemos entender que estamos acima de qualquer limitação.”

María Danniella Gutiérrez-Salem praticou direito na Venezuela antes de ir atrás de seu próprio sonho americano e se tornar escritora nos Estados Unidos. Mdgutier@gmail.com.

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May 12, 2017

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