A Vida Emocionalmente Inteligente

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Bem-estar

A Vida Emocionalmente Inteligente

By Eric Faria

Simplificando, muitas vezes nos encontramos presos em pequenas coisas. O negócio é o seguinte: como seres humanos, não somos ensinados a ser emocionalmente inteligentes. Pense nisso: aprendemos a ler e escrever na escola, estudamos diferentes tipos de ciências, aprendemos sobre nossa história e a do mundo e, claro, aprendemos matemática. Não somos, no entanto, ensinados a reconhecer nossas próprias emoções. 

Depois de mais de uma década envolvido no autodesenvolvimento, primeiro como estudante e depois como professor, não acredito nem por um segundo que ter a capacidade de diferenciar sentimentos, rotulá-los apropriadamente e usar essas informações emocionais para guiar nosso pensamento e comportamento seja supérfluo. É incompreensível que, como sociedade, ainda não saibamos que conhecer a si mesmo é algo fundamental para vivermos melhor e nos adaptarmos ao mundo em constante mudança. 

Quando criança, eu costumava ser muito rígido com as regras, tanto as que herdei da sociedade ao meu redor como as que criei para mim. Eu pensava: “fique na linha, não se destaque”. 

Quando fiquei mais velho, e mais sábio, percebi que, como um homem gay, minha própria existência me faria sobressair do padrão. Aprendi a me julgar – e aos outros – menos e tenho mais compaixão por onde estamos – os diferentes níveis de consciência, especialmente a autoconsciência. 

Para mim, desenvolver inteligência emocional é como tomar banho: faço isso diariamente. Ter esse hábito me ajudou em todos os aspectos da vida. Agora entendo melhor os pensamentos que tenho, a voz dentro da minha cabeça, como atraio ou repelo as pessoas para a minha vida e, mais importante, a fonte da minha baixa autoestima. Isso era uma enorme sombra pairando sobre mim por mais tempo do que consigo me lembrar. 

A maneira como eu costumava pensar dificultava encontrar algo que eu apreciasse ou gostasse dentro de mim. Em outras palavras, minha negatividade ofuscou qualquer coisa que eu pudesse considerar como qualidade. Eu tinha treinado minha mente para me concentrar no que estava errado ou em como eu não conseguiria. Minhas ações confirmavam isso: para o mundo exterior eu era esse jovem cheio de potencial para a grandeza, ao passo que, para mim, o homem que olhava no espelho, era um perdedor. 

É muito gratificante conseguir discernir entre o que as pessoas dizem e fazem. Confie em você, uma vez que começar a notar a discrepância entre um e outro, entenderá que o comportamento sempre di a você quem elarealmente são, mesmo que suas palavras possam sugerir o contrário. 

Hoje em dia, estou muito focado no que sai da minha boca e em como minhas ações estão alinhadas ou não com isso. Quando as duas estão juntas, ótimo! Quando isso não acontece, significa que é melhor eu parar, reavaliar a situação e agir de acordo. 

Como Sócrates disse uma vez: “A vida sem desafios não vale a pena ser vivida”. 

  

Eric Faria é um instrutor de comunicação e sinergia, podcaster, palestrante e colunista. Ele produz e apresenta o programa de TV I AM with Eric Faria, disponível no YouTube. O show também é um podcast no Apple Podcasts e no SoundCloud. Para agendar sua consulta inicial, envie um email para eric@ericfaria.com. 

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May 28, 2019

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