Aprendendo com a Comunicação que Temos com Nós Mesmos – um Dia de Cada Vez

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Bem-estar

Aprendendo com a Comunicação que Temos com Nós Mesmos – um Dia de Cada Vez

By Eric Faria

Muitas vezes, ficamos presos às coisas pequenas. Funciona assim: como seres humanos, não somos ensinados a ser emocionalmente inteligentes. Pense nisso: aprendemos a ler e escrever na escola, estudamos diferentes tipos de ciências, aprendemos sobre nossa história e a do mundo e, claro, aprendemos matemática. Não somos, no entanto, ensinados a reconhecer nossas próprias emoções.

Não acredito, nem por um segundo, que a capacidade de diferenciar sentimentos, rotulá-los de forma adequada e usarmos essas informações emocionais para guiar nosso pensamento e comportamento sejam supérfluos. É incompreensível que como sociedade ainda não saibamos que conhecer a si mesmo é algo fundamental para viver melhor e se adaptar ao nosso mundo em constante mudança.

Quando criança, eu costumava ser muito rígido com as regras, tanto as que herdei da sociedade ao meu redor quanto aquelas que criei para mim mesmo. Eu pensava: “fique na sua, não se destaque”.

Quando fiquei mais velho e mais sábio, percebi que, como homem gay, presumivelmente minha própria existência me faria sobressair. Aprendi a julgar menos a mim mesmo — e aos outros —e ter mais compaixão por onde estamos — os diferentes níveis de consciência, especialmente a autoconsciência.

Para mim, desenvolver inteligência emocional é como tomar banho: faço isso diariamente. Ter esse hábito me ajudou em todos os aspectos da minha vida. Agora entendo melhor os pensamentos que tenho, a pequena voz dentro da minha cabeça, como atraio ou afasto as pessoas da minha vida e, mais importante, a fonte da minha baixa autoestima. Aquilo era uma enorme sombra que pairava sobre mim há mais tempo do que eu me lembrava.

A maneira como eu costumava pensar dificultava que eu encontrasse algo que estimasse ou apreciasse dentro de mim. Em outras palavras, minha negatividade ofuscou qualquer coisa que eu pudesse considerar uma qualidade. Eu havia treinado minha mente para me concentrar no que estava errado ou em como eu ficava aquém. Minhas ações confirmaram isso: para o mundo exterior eu era esse jovem cheio de potencial para a grandeza, ao passo que, para mim, o homem que olhava no espelho, era um perdedor.

É muito recompensador poder discernir entre o que as pessoas dizem e fazem. Confie em mim, uma vez que você começa a perceber a discrepância entre um e outro, entende que o comportamento sempre diz a você quem os indivíduos realmente são, mesmo que suas palavras possam sugerir o contrário.

Hoje em dia, estou muito focado no que sai da minha boca e em como minhas ações estão alinhadas ou não com isso. Quando os dois estão juntos, ótimo! Quando isso não acontece, significa que é melhor eu parar, reavaliar a situação e agir de acordo.

Como Sócrates disse uma vez: “A vida não examinada não vale a pena ser vivida”.

 

Eric Faria é especialista em comunicação e sinergia, podcaster, palestrante e colunista. Ele produz e apresenta o programa de TV I AM with Eric Faria, disponível no YouTube. O show também é um podcast no Apple Podcasts e no SoundCloud. Para agendar sua consulta inicial com ele, envie um e-mail para eric@ericfaria.com.

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November 8, 2018

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