Viver é um Ato Transgressivo

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Bem-estar, Noticia

Viver é um Ato Transgressivo

By Eric Faria 

A rotulagem é definida como uma frase classificadora ou um nome aplicado a uma pessoa ou coisa, especialmente uma que seja imprecisa ou restritiva. Essa última parte é a mais perigosa. Sempre que rotulamos alguém ou algo assim — uma emoção como o medo, por exemplo —estamos encapsulando-o geralmente como bom ou ruim, certo ou errado. Por algum motivo, o final de 2017 foi mais reflexivo do que o normal para mim. Rotulagens e julgamentos eram prioridades na minha mente. 

Eu consegui perceber que durante toda a minha jornada no autodesenvolvimento, havia uma arrogância presente que me impedia de conectar verdadeiramente com quem eu queria ser profissionalmente, como eu queria ajudar os outros como treinador, palestrante e apresentador de um programa de televisão. Como uma pessoa obstinada, permitir que as coisas não sigam nosso caminho poder ser desafiador, para dizer o mínimo. Então, uma luz se acendeu: se, devido à minha arrogância, eu estava tão estabelecido em meus caminhos que não conseguia me conectar verdadeiramente comigo e outras pessoas, e as julgava e rotulava como menos inteligentes por não verem as coisas como eu via, o que ela fez por mim? 

Veja, isso foi o divisor de águas: a arrogância é marcada como uma emoção negativa, indesejável e errada por mim desde que eu era muito jovem. E porque somos humanos e, portanto, limitados em nossas percepções, essa qualidade que julguei com tanta dureza nos outros, estava presente em mim mesmo, ainda que de forma sutil. Embora eu não maltratasse ou humilhasse ninguém, eu definitivamente, e de forma sileciosa, as julgava por trás de um sorriso. Depois que percebi isso, fiquei criativo e pensei nas maneiras pelas quais minha vida estava cheia dessa arrogância velada. E meus queridos leitores, a lista continuou crescendo: desde sempre ser uma pessoa inquisitiva e curiosa, não aceitando respostas como “é assim que é”, para produzir meu próprio talk show, a arrogância me ajudou muito na vida. 

Os seres humanos são criaturas fantásticas capazes de muitas coisas maravilhosas. Nós temos uma dualidade interior: a luz, a obscuridade ou a sombra. Ao permitir-me aceitar minhas emoções apenas como são, tirando os rótulos ou os julgamentos que fazia, me conectei de uma maneira que não conseguia antes, fiquei muito grato por minha presunção e o que ela me deu. Eu sou capaz de transformar isso em algo bonito: a arrogância é agora uma entrada para a confiança, maior auto-estima e estar a serviço aos outros. Uma vez que a luz entrou no meu eu, uma mudança na percepção ocorreu. Fui do medo ao amor.
Se você tirar um elemento-chave desta coluna, desejo que seja isso: rotule menos, julgue menos, abençoe as coisas e pessoas que lhe incomodam ou ofendem. Perdoe aqueles que o maltrataram. Não por eles, mas por você. Para viver sua vida ao máximo, transgrida o paradigma, a regra ou a crença coletiva foi imposta aos seres humanos como forma de nos separar, incluindo rotulagem e julgamento de qualquer coisa que seja diferente. É fácil amar algo ou alguém que concorda com você, que pensa e age da forma como você julga “correta”. Agora, amar algo ou alguém que você odeia; isso é um ato transgressivo e sua chave para a liberdade pessoal. Dê o primeiro passo e veja dentro de si mesmo. Espero que você e sua sombra terminem dançando juntos.

Eric Faria é especialista em liberdade emocional, palestrante, treinador e colunista. Ele produz e apresenta o programa de TV I AM with Eric Faria, exibido na área metropolitana dDanbury no Comcast Channel 23 às segundas-feiras às 20h30. Também está disponível sob demanda no YouTube. Para contatá-lo, envie um e-mail para eric@ericfaria.com. 

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January 25, 2018

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