Halloween ou Halleluja?

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Halloween ou Halleluja?

By Karla Rensch

Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos, ao contrário do que muitos pensam, não é originário da cultura americana. A celebração surgiu em meados do século 16 no Reino Unido. Historiadores conectam a sua origem ao festival Celta de “Samhain” (que marca o final de verão). A sua grande popularidade talvez seja resposta ao curioso fato de que a data consegue unir em uma só temática uma mistura de misticismo, natureza, morte, romance e religião. Sua aceitação é tanta que ao longo dos anos foi exportado para muitos outros países.

O brasileiro é um povo alegre e conhecido mundialmente por sua criatividade e paixão por festas e, mesmo o halloween não sendo uma tradição peculiar a nossa cultura, pode-se dizer que uma grande parte de nossa comunidade vai às ruas no dia 31de outubro com suas crianças bater nas portas vizinhas exclamando, doces ou travessuras!

Por não ser uma festividade tipicamente brasileira, pode-se observar que, em se tratando de Halloween, a comunidade brasileira residente nos Estados Unidos divide-se em três grupos distintos: aqueles que idolatram o feriado, os indiferentes ao mesmo e os que não celebram (ou celebram Halleluja) por motivos religiosos.

O interessante é que nos três grupos encontramos empreendedores que viram no feriado a oportunidade de montar negócios diversos e lucrativos, dentro de seguimentos variados.

O primeiro grupo é aquele animadíssimo, festeiro, que conta os dias desde janeiro para 31 de outubro chegar. Aqui estão os imigrantes que se entregam totalmente a festividade, usam fantasias e fantasiam os filhos, fazem festas em suas casas criativamente decoradas. Desse fascínio pelo Halloween nasce o combustível para empreender, assim foi com a paulista Krika Palaia, uma das brasileiras que transformou sua paixão em negócio, organizando festas badaladíssimas e disputadas, que tiveram início em sua garagem, pularam para dentro da casa e hoje acontecem em lugares privados, para poder atender a grande demanda.

PAULA SOUZA  Paula Souzza, conhecida como uma das melhores maquiadoras de nossa comunidade, pertence ao menor dos grupos, o dos indiferentes que não celebram, mas fazem negócios com a data. Solicitadíssima por seus make-ups artísticos, Souzza diz que quase não consegue atender a demanda de clientes brasileiros no Halloween. Para conseguir um horário em sua agenda disputadíssima é preciso marcar com muita antecedência.

O terceiro grupo é aquele que não celebra devido a motivos religiosos e divide-se em duas vertentes, a que sincretiza comemorando-o como o “Halleluja” dentro das igrejas e o que ignora totalmente a data.

Na terça-feira, 31 de outubro, a Igreja Emanuel de Danbury, localizada à 40 Main Street, celebrará “Halleluja Day” das 17h30 às 19h30.

Celebrando ou não, a comunidade brasileira também para no 31 de outubro. Não importa se é para festejar, lucrar ou fazer retiro espiritual, direta ou indiretamente somos uma fatia do mercado que faz do Halloween o feriado que mais se vende chocolate, ganhando inclusive em 2010 para a Páscoa e Dia dos Namorados. Happy Halloween ou Halleluja!

 

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October 26, 2017

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