Encontrando Maneiras de Viver com Autismo: A Luta de Uma Mãe em Busca de Tratamentos Alternativos para a Filha

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Encontrando Maneiras de Viver com Autismo: A Luta de Uma Mãe em Busca de Tratamentos Alternativos para a Filha

By Mariana Silva

 

A história de Vânia Guerra pode representar a de milhares de mães que lutam contra o descaso do poder público e a falta de profissionais capacitados para lidar com  o TEA (Transtorno de Espectro Autista), uma síndrome marcada por desordens do desenvolvimento neurológico e não tem cura.

Quando Nicole, a primeira filha de Vânia, foi diagnosticada com autismo aos 3 anos de idade, não havia muitas informações sobre o autismo no país. Vânia enfrentava, naquele momento, o mesmo sentimento de impotência e desconhecimento vivido por milhares de mães ao serem informadas que seus filhos têm autismo.

“Há 15 anos atrás não tinha informações que pudessem nos nortear, eu era mãe de primeira viagem, e só queríamos que ela ficasse bem. Não encontrávamos respostas aqui, então, eu e meu marido, optamos em ir ao Brasil para fazer consultas médicas e exames. Lá ficamos por nove meses com ela e trouxemos vários relatórios sobre o caso”, esclarece.

Segundo Vânia, a partir daí, começaram as lutas por uma terapia que trouxesse uma maior qualidade de vida para a filha, como sessões de fonoaudiologia, fisioterapia, além do uso de diversos remédios que com o passar dos anos, os médicos aumentavam a dosagem.

“Os remédios tinham efeitos colaterais degradantes. A minha filha era muito agressiva, agitada, tinha problemas de sono e não apresentava melhoras, ficava apenas no mundo dela sem interagir com a gente”, ressalta.

Vânia conta que a gota d’água para ir em busca de um outro tratamento para a filha foi no ano passado. “Ela estava extremamente agressiva, não podíamos sair com ela, os meus filhos mais novos tinham medo do comportamento dela e a nossa família estava sofrendo muito.  Foi quando eu e meu marido, depois de muito estudo e pesquisa,  começamos a usar suplementos naturais em seu tratamento”, explica.

Avanços

De acordo com a mãe, desde que a filha começou a usar medicamentos naturais, muitos avanços são facilmente perceptíveis, desde questões comportamentais até mesmo ao desenvolvimento da fala.

“Nicole teve uma melhora fantástica. Em dois meses de uso dos medicamentos, era nítido a mudança dela. O médico ficou impressionado, pois ele acompanhava o caso dela há anos e não havia nenhuma perspectiva de melhora. Hoje ela senta, brinca e conversa com os irmãos, o que antes não acontecia pois ela não conseguia se concentrar e a agitação era muito forte”, relembra.

Para Vânia o essencial é que assim que diagnosticado o autismo, os pais iniciem o mais rápido possível os tratamentos para que a criança tenha mais oportunidade de ser independente no futuro.

Abril Azul em Danbury

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, é celebrado no dia 2 de abril, mas o mês é totalmente dedicado à causa e usualmente chamado de “Abril Azul”. Segundo a ONU, cerca de 1% da população mundial, ou seja – uma em cada 68 crianças – apresenta algum transtorno do espectro do autismo.

Em comemoração ao Abril Azul, milhares de monumentos e edifícios icônicos unem-se às centenas de milhares de casas e comunidades em todo o mundo para acender uma “luz azul” em apoio às pessoas que vivem com autismo.

Desta maneira, foi realizada no dia 10 de abril em frente à Prefeitura de Danbury o evento ‘Light Up City Hall Blue’, no qual a prefeitura adotou a iluminação especial na cor azul, em apoio à causa do autismo. O prefeito Mark D. Boughton lembrou a todos que Danbury é uma comunidade e que estamos aqui para encorajar e fortalecer uns aos outros.

A comunidade internacional abraçou totalmente esta causa de ampliar a participação e conscientização social, afim de levar conhecimento à população.

Segundo Vera Santana, mãe de uma criança autista, o evento ajudou a levar conhecimento à população da realidade das crianças autistas.

“Como pais queremos sempre o melhor para os nossos filhos, então surgem as preocupações e as dificuldades. Eu acho realmente muito importante a divulgação do assunto, para que outros pais tenham coragem de lutar pelos seus filhos. Muitas vezes o preconceito e a falta de aceitação pode comprometer o desenvolvimento da criança”, ressalta.

Para Geania Farias, a cerimônia significa que as famílias não estão sozinhas e que é confortante encontrar outras pessoas lutando pelo mesmo ideal. “Nós pais, somos a voz de nossos filhos e precisamos gritar para o mundo que eles merecem uma chance, que eles possuem capacidade. Há muitas pessoas que ainda não sabem o que é o autismo, então é muito importante quando temos a oportunidade de conscientizar a comunidade.  Ali encontramos apoio, trocamos ideias e também levamos aos nossos governantes as nossas dificuldades”.

Além disso, em Danbury, há um grupo de mães brasileiras que se encontram regularmente para trocar informações e dicas sobre o espectro autista. O objetivo principal é evitar que seus filhos se isolem mais e percam por completo a capacidade de se comunicar e interagir com a sociedade.

Aqueles que desejarem participar do grupo, devem ligar para 203 648-2512 e falar com a Vânia Guerra.

 

 

 

 

 

 

 

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April 21, 2017

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