Estudantes Ribeirinhos da Floresta de Caxiuanã no Brasil Participam de Intercâmbio Cultural em Connecticut

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Estudantes Ribeirinhos da Floresta de Caxiuanã no Brasil Participam de Intercâmbio Cultural em Connecticut

By Mariana Silva

Uma delegação de oito estudantes, entre 12 e 20 anos, da escola de São Sebastião, localizada no município de Portel (Pará), às margens da Baía de Caxiuanã, no Brasil, acompanhados de seus professores e funcionários do Museu Paraense Emílio Goeldi, participaram de um intercâmbio de 14 dias de atividades com alunos da escola Fairchild Wheeler Interdisctrict Magnet de Bridgeport.

Através do “Museums Connect”, uma iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos administrada pela Aliança Americana de Museus, a parceria entre o Stepping Stones Museum for Children e o Museu Paraense Emílio Goeldi, integra estudantes brasileiros e americanos do ensino fundamental, em uma parceria internacional intitulada “Lifelines/Aspectos Vitais: A Convergência das Artes, Ecologia e Cultura”. Além disso, o Stepping Stones contou com o apoio do Maritime Aquarium e da organização sem fins lucrativos Creative Connections, ambos de Norwalk, CT.

Em uma  exploração internacional à cerca de suas respectivas bacias hidrográficas, afim de se ter um paralelo ecológico, cultural e econômico entre as duas comunidades, os estudantes americanos visitaram Belém em novembro do ano passado e estudaram o ecossistema da Amazônia; e agora foi a vez dos alunos brasileiros experienciar e estudar o ecossistema da bacia hidrográfica de Long Island Sound em Norwalk.

De acordo com Maria Emília Sales, coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Goeldi, o projeto LifeLines foi uma experiência magnífica para as duas culturas. “O intercambio foi maravilhoso tanto para os estudantes da escola americana quanto para os estudantes da escola brasileira pois são realidades totalmente diferentes”, relata Maria Emília.

Entre os dias 19 de abril e 2 de maio os oito alunos, três professores da escola São Sebastião e três representantes do Museu Paraense Emílio Goeldi, participaram de diversas atividades e oficinas na escola Fairchild Wheeler Interdisctrict Magnet. A equipe do Maritime Aquarium os levaram para um cruzeiro de estudo na baia de Long Island para observações da vida marinha. O Stepping Stones conduziu a comitiva para caminhadas no vale do Rio Hudson, no estado de Nova York, além de excursões pelo Central Park e museus de Nova York, bem como para cidades marítimas históricas e marcos ao longo da costa de Connecticut, incluindo a cidade de Danbury.

No sábado, dia 29 de abril, o Jornal Tribuna levou os alunos a um passeio a pé pelo centro de Danbury, com início na redação do jornal, onde receberam as boas-vindas.  Na redação foram recepcionados pela Fundadora do Jornal, Celia Bacelar, a Editora-Chefe Emanuela Palmares e a Tradutora-Editora Angela Barbosa.

A segunda parada foi na Biblioteca Municipal de Danbury, onde aprenderam com Maryellen C. DeJong, Coordenadora de Relações Comunitárias, sobre os serviços linguísticos oferecidos para a comunidade. Logo após, almoçaram no restaurante Banana Brasil, cortesia do proprietário Nilton Coelho, onde mataram as saudades de uma boa comida brasileira. A nossa última parada foi ao Museu de Danbury e Sociedade Histórica para aprender sobre a rica história dos imigrantes de Danbury com Joretta Kilcourse, Presidente da Diretoria do Amigos do Museu.

A história de Danbury

Danbury foi estabelecida por colonos em 1685, quando oito famílias se mudaram de onde hoje são as cidades de Norwalk e Stamford. A área de Danbury foi chamada então de “Cidade do Pântano”. Porém, esses colonos eram imigrantes da Inglaterra e decidiram homenagear a cidade natal e colocar o nome da mesma cidade de onde vieram,  Danbury. Estas primeiras famílias construíram oito casas e após 100 anos haviam 300 casas.

Durante a Revolução Americana, em 26 de abril de 1777, os britânicos queimaram e saquearam a cidade. O lema central no selo da cidade de Danbury é Restituimus (latim para “nós restauramos”), uma referência à destruição causada pelas tropas do exército britânico.

As primeiras casas construídas após a revolução americana estão localizadas na Main Street, próximo ao Museu de Danbury.  A casa de John Rider e Mary Rider está de pé até os dias atuais e faz parte do Tour do museu. A casa foi construída por volta de 1785 após a revolução. Também abrigou a oficina de John Rider, um carpinteiro que foi o responsável por construir várias casas localizadas na Main Street, rua principal da cidade. A família Rider teve 9 filhos e as gerações viveram na casa até o ano de 1925.

A Cidade do Chapéu

A primeira loja de chapéu em Danbury foi estabelecida por Zadoc Benedict em 1780. Em 1800, Danbury produzia 20.000 chapéus anualmente, mais do que em qualquer outro lugar nos Estados Unidos. E através da crescente mecanização, em 1859 a produção de chapéu em Danbury aumentou para 1,5 milhões anualmente. No ano de 1887, haviam 30 fábricas na cidade e, juntas, produziam cerca de cinco milhões de chapéus por ano. A virada do século foi o auge da indústria de chapéu em Danbury, quando se tornou conhecida como a “Cidade do Chapéu” e a “A Capital de Chapéu do Mundo” (The Hat Capital of the World)”. Seu lema era “Danbury Coroa Todos” (Danbury Crowns Them All).

Mas nos anos 20, a indústria do chapéu estava em declínio, e em 1923, somente seis fábricas funcionavam em Danbury. E por fim, a aparição em público do presidente John F. Kennedy sem chapéu foi o ultimato para a condenação da indústria do chapéu na cidade. A última grande fábrica de chapéu foi de propriedade de Stetson e fechou em 1964.  O último chapéu foi feito em Danbury em 1987, quando uma pequena fábrica de propriedade de Stetson fechou.

 

O Danbury Museum & Historical Society adquire, preserva, exibe e interpreta o passado de Danbury. Faça uma visita e conheça a história de Danbury. As excursões aos edifícios históricos localizados na Main Street são oferecidas aos sábados e excursões em grupo estão disponíveis mediante agendamento. Para mais informações, visite o website do Museu em info@danburymuseum.org.

 

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May 11, 2017

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