Nesta Dia de Ação de Graças Sejamos Gratos por Nossas Lutas

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Editorial

Nesta Dia de Ação de Graças Sejamos Gratos por Nossas Lutas

By Emanuela Palmares

Recentemente participei de uma cerimônia de premiação onde um dos principais oradores compartilhou uma história para ilustrar o valor da luta.

A história chama-se “The Moth and the Cocoon” (A mariposa e o casulo, em português), e seu autor é desconhecido. Nele, um homem encontra o casulo de uma mariposa imperadora. Ele leva para casa para poder vê-la sair do casulo. No dia em que uma pequena abertura apareceu, ele se sentou e observou a mariposa por várias horas enquanto ela lutava para forçar seu corpo através daquele pequeno buraco.

Então, parecia que ela parou de fazer algum progresso. Parecia que tinha ido o mais longe possível e não conseguia continuar. Parecia estar simplesmente presa. Então o homem, em sua bondade, decidiu ajudar a mariposa, pegou uma tesoura e cortou a parte restante do casulo. Ela então emergiu facilmente.

Mas estava com o corpo inchado e pequeno, e as asas enrugadas. O homem continuou observando a mariposa porque esperava que, a qualquer momento, suas asas aumentassem e se expandissem para poder sustentar seu corpo, que se contrairia no tempo certo. Não aconteceu! Na verdade, a pequena mariposa passou o resto de sua vida rastejando com um corpo inchado e as asas enrugadas. Ela nunca conseguiu voar.

O que o homem, em sua bondade e pressa, não entendia era que o casulo restritivo e a luta necessária para que a mariposa passasse pela pequena abertura eram uma forma de forçar o fluido do corpo da mariposa até suas asas, de modo que elas ficassem prontas para o voo, assim que conseguisse se libertar do casulo. Liberdade e fuga só viriam depois da luta. Ao privar a mariposa de sua luta, ele a privou da saúde.

Enquanto estava sentada absorvendo a história paralelamente a todas as realizações dos vencedores do prêmio, pensei em nossas lutas coletivas como nação, estado e comunidades.

Pensei que nesta época do Dia de Ação de Graças, em vez de sermos gratos por todas as nossas bênçãos, poderíamos ser gratos por nossas lutas enquanto mantemos a esperança do bem, uma lição aprendida, um propósito renovado enquanto forçamos para sair de nossos casulos.

Seja a luta política que nossa nação sofre, as dificuldades financeiras que nosso estado está enfrentando ou as lutas pessoais que aqueles que vivem em nossas comunidades estão vivendo, às vezes, essas lutas, se vistas através do filtro da esperança, são exatamente o que precisamos para termos um modo de vida mais puro e focado. Se nos fosse permitido passar por nossas vidas sem nenhum obstáculo, talvez, como a mariposa da história, ficaríamos aleijados. Nós não seríamos tão fortes quanto somos.

Então, nesta época de Ação de Graças, sou grata por nossas lutas e pela esperança de que tudo o que aconteceu este ano, em nossa nação, nosso estado e nossas comunidades, sairemos de nossos casulos, no devido tempo, majestosos, fortes e livres – prontos para voarmos e alcançarmos novas alturas, desde que não percamos a esperança.

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November 21, 2018

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