O Perigo das Drogas Sintéticas

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O Perigo das Drogas Sintéticas

By Catherine Blinder

Você notou algo de novo nos balcões dos postos de gasolina, mercadinhos ou lojas de conveniência locais — pequenos pacotes de aparência inocente, não maiores que um saquinho de chá, geralmente com cores brilhantes e personagens de desenhos animados? Frequentemente comercializados como “incenso”, eles têm nomes como K2, Spice, Pep Spice, Spice Silver, Sence, Skunk, Yucatan, Fire, Bliss, Black Mambo, Bombay Blue, Cloud Nine, Zohai ou Genie.

Eles não são inocentes, como foi testemunhado pela overdose de mais de 100 pessoas no New Haven Green mês passado.

A verdade sobre essas novas drogas sintéticas, às vezes chamadas de “maconha sintética”, é que o perigo dos efeitos colaterais graves é substancial. Os efeitos colaterais incluem frequência cardíaca e respiração extremamente elevadas, dormência nas extremidades, alucinações, agitação severa e vômitos. As drogas sintéticas não se referem a uma única substância, mas a uma combinação de substâncias químicas produzidas em laboratórios e pulverizadas em material vegetal.

Elas são muito populares entre os jovens, uma das razões é que esta droga não aparece nos testes de drogas.

Elas são muitas vezes, de acordo com os funcionários da DEA (Órgão para o Controle/Combate das Drogas), intencionalmente rotuladas erroneamente quando chegam do exterior ou quando são fabricadas aqui mesmo nos Estados Unidos. Elas podem então ser uma combinação de substâncias químicas misturadas com coisas como acetona ou veneno de rato, e borrifadas em materiais à base de plantas. Mais recentemente, os produtos foram misturados com drogas muito mais perigosas.

As substâncias químicas desses produtos são perigosas por vários motivos; elas não são regulamentadas e, portanto, podem ser contaminadas com impurezas, e não são testadas e mudam com frequência. É, disse um funcionário da DEA, “como jogar roleta russa com seu corpo”. O risco é tão grande que cinco dos produtos químicos usados nesses produtos receberam recentemente uma designação de “emergência” da DEA.

O número de chamadas para centros de controle de envenenamento envolvendo maconha sintética subiu de 112 para 6.549 em dois anos, de acordo com a Associação Americana de Centros de Controle de Intoxicações.

Embora as substâncias sejam ilegais de possuir e vender em Connecticut e a nível federal, elas estão facilmente disponíveis em muitas comunidades. Os jovens pensam, erroneamente, que são legais porque estão facilmente disponíveis, e são frequentemente exibidas livremente. Eles acham que estão seguros porque são comercializadas como “naturais”. Uma das maneiras pelas quais os fabricantes tentaram explorar brechas na Lei de Substâncias Controladas é marcando os pacotes como “Impróprio para consumo humano”, ou comercializando-os como incenso, quando na verdade são quase sempre fumados.

“Os químicos estão se tornando cada vez mais criativos no projeto dessas substâncias”, diz Marilyn Huestis, chefe de uma divisão de pesquisa do Instituto Nacional de Abuso de Drogas. O resultado é um produto em rápida evolução e quimicamente muito mais do que apenas a maconha sintética. “É como um coquetel com uma potência desconhecida, e os consumidores não sabem o que estão recebendo ou como isso os afetará”. Huestis acrescenta: “O que está aí hoje não será o mesmo de amanhã”.

Como as misturas mudam de acordo com o lote, em parte para evitar as leis antidrogas, as drogas são difíceis de testar — e as overdoses são difíceis de tratar. Os primeiros socorristas e os médicos, revivendo vítimas de overdoses de heroína com Naloxone com sucesso comprovado, podem ser desafiados pelas sintéticas.

Podemos não saber exatamente o que está contido nesses pacotes brilhantes, mas a lição é simples, fique longe deles. E diga a seus amigos e familiares, especialmente aos jovens que podem ser influenciados pela ideia de uma droga “segura e legal”, que elas são perigosas e podem ter consequências graves para a saúde. Elas não são seguras nem legais.

A venda desses produtos pode resultar em acusações criminais e/ou multas, e pode ter um impacto sobre a capacidade do varejista de vender medicamentos de venda livre, bebidas alcoólicas ou participar como um agente de vendas da loteria. Para mais informações, entre em contato com a Divisão de Controle de Drogas de Connecticut pelo telefone (860) 713-6065 ou em dcp.drugcontrol@ct.gov.

 

Ligue para o centro de envenenamento em 1-800-222-1222 se suspeitar que alguém esteja tendo uma overdose dessas drogas sintéticas.

Este artigo foi escrito por Catherine Blinder, diretora de educação e extensão do Departamento de Proteção ao Consumidor do Estado de Connecticut. Para saber mais sobre como o Departamento de Proteção ao Consumidor pode ajudá-lo, visite-nos on-line em www.ct.gov/dcp.

 

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September 5, 2018

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