A História de Jovanna Garcia

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American Dream Series, Noticia

A História de Jovanna Garcia

By Maria Danniella Gutiérrez- Salem

As crianças são uma extensão da nossa própria vida e sempre queremos que suas vidas sejam melhores do que a nossa. Nossa entrevistada tem 22 anos e nasceu no México. Jovanna chegou em Danbury, graças a seus pais, quando tinha apenas 8 anos de idade. Ela está profundamente orgulhosa de sua família, suas realizações e em ser latina-americana.

Como foi crescer em Danbury? Com um suspiro profundo, ela respondeu: “Não foi fácil. Nós viemos do México porque minha irmã sofria de epilepsia e meus pais acharam que ela pudesse ter uma vida melhor aqui. Em apenas um ano, consegui aprender inglês e tornei-me tradutora para minha família. Meu pai tem trabalhado duro desde a nossa chegada até hoje, principalmente em restaurantes. Minha mãe é uma dona de casa que teve que cuidar da minha irmã doente e três irmãos que nasceram aqui. Os meus pais são exemplos de dignidade, respeito e moral para mim, enfatizando mais de uma vez que este é um ótimo país, mas cabe a nós mesmos lapidarmos nosso próprio destino. Muitas vezes as pessoas querem que tudo seja fácil, e é por isso que elas se rendem ao primeiro tropeço”.

Qual é a sua maior conquista? Ela sorriu e, em seguida, explicou: “Meus pais sempre tiveram grandes expectativas porque eu era a filha mais velha e precisava amadurecer rapidamente para ajudá-los. Pouco mais de um ano atrás, fiquei grávida e para o meu pai esta foi uma grande decepção, pensando que eu não continuaria com a minha educação. Ele não queria que eu trabalhasse com limpeza ou fosse garçonete minha vida inteira. Embora ambos sejam trabalhos muito louváveis ​​dos quais me orgulho de ter feito, este é um país onde você pode estudar, que não é o caso no México. Para ele, eu tinha falhado no meu desejo de me destacar. Então, por ele e por mim, decidi mostrar que quando alguém deseja algo com todo seu coração e faz o seu melhor, tudo é possível. Apesar da minha gravidez, não desisti do meu sonho de estudar e, embora eu tivesse ficado doente com uma infecção no corte da minha cesárea, continuei a estudar intensamente, de segunda a sexta-feira, trabalhando nos fins de semana em um hotel e um restaurante. Meus esforços foram recompensados ​​e me formei como assistente médica, uma profissão que me permite ajudar as pessoas. Minha irmã foi minha inspiração. Para completar minha felicidade, meu filho disse “mãe” pela primeira vez no dia em que recebi meu diploma”.

Você gosta de ser uma latina-americana? Ela respondeu, pensativa: “Não tem sido fácil. Quando chegamos a Danbury, não havia muitos hispânicos. A vida é difícil em lugares onde as pessoas não falam seu idioma. Mas temos que superar as humilhações, comentários maldosos e grosseria de pessoas que querem abusar da gente, porque elas acreditam que ser estrangeiro nos torna ‘menores’. Ao longo dos anos, aprendi que as pessoas boas não têm raça, credo ou condição social. Eu amo este país por tudo o que ele nos deu e também amo o México porque alguns dos meus parentes vivem lá. Pretendo ensinar espanhol para o meu filho, para que ele também possa ajudar os outros. Gosto de ouvir as pessoas dizendo: ‘É tão bom que você fale espanhol’”.

Finalmente, qual seria a sua mensagem? Jovanna concluiu: “Atualmente estou trabalhando no mesmo lugar onde fiz meu estágio e logo vou trabalhar com o pediatra do meu filho. Isto não teria sido possível sem o apoio do pai do meu filho e da minha família. É por isso que devemos ser gratos a nossa família todos os dias de nossas vidas”.

Daniella Maria Gutiérrez-Salem praticou advocacia na Venezuela antes de seguir seu próprio sonho americano de se tornar uma escritora nos Estados Unidos. mdgutier@gmail.com.

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August 22, 2016

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