A História de Laura Battisti

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American Dream Series, Noticia, Série Sonho Americano

A História de Laura Battisti

By Daniel Trock

Nossa entrevistada nesta edição é Laura Battisti, originalmente de Milão, Itália, atualmente professora do ensino médio na Newtown High School.

Onde você cresceu?

Eu cresci em Milão, na parte norte da Itália, dos 6 aos 12 anos morei em Genebra, na Suíça. Meu pai trabalhava lá para uma empresa americana, porém, depois, voltamos para Milão.

Como era em Genebra?

Era maravilhoso. A Suíça é um país muito limpo e organizado, e muito confortável de se crescer. A única coisa é que você precisa falar o idioma deles. Se você fala, tudo é bom. Se não, não é tão bom assim. No entanto, tenha em mente que estou falando de meados dos anos 1960. Provavelmente isso mudou de lá para cá.

E em Milão?

Milão é uma cidade excelente, mas é, você sabe, uma cidade. Você pega transporte público, aprende a andar por ela e chegar a lugares que deve ir e que são seguros e lugares que não são seguros. Então [é] como qualquer cidade, na verdade. Morávamos em um apartamento, embora também tivéssemos uma casa no campo que íamos aos finais de semana. Tínhamos mais liberdade lá, andávamos nos bosques e tudo mais. Havia muita cultura e oportunidades na cidade — boas faculdades, bons museus, galerias de arte, teatros de renome. Você fica exposto a muita arte em uma cidade como Milão.

Quando e por que você decidiu imigrar?

Eu vim para a América em 1998 com minha família. Meu marido estava trabalhando para uma grande empresa internacional, e ele foi designado para trabalhar aqui por dois anos. No entanto, no final do trabalho, decidimos permanecer aqui. Eu estava muito animada para vir para cá. Eu já tinha experiência vivendo no exterior, e queria aprender outro idioma além do italiano que aprendi em casa e o francês que aprendi na Suíça. Eu pensei: “Isso é ótimo! Vamos! Vai ser ótimo para nós e para as crianças! As crianças aprenderão inglês, e vai ser fantástico!” Eu acho que quando você é positivo, as coisas ficam mais fáceis.

Como a América recebeu vocês?

Lindamente! Contanto que você seja respeitoso e compreenda a cultura que o recebe, tudo é fácil. Eu admito que tive uma pequena vantagem, já que sabia um pouco de inglês. [Era] inglês britânico, lembre-se, mas aprendi o inglês americano para que pudesse entender melhor e ser melhor entendida. Se você tenta se integrar e compartilhar o que conhece, sua cultura, sua educação, tudo funciona bem.

Você gostaria de deixar uma mensagem aos leitores?

Mantenha sempre a mente aberta se surgir a oportunidade de falar com alguém que seja de outro país ou que fale uma língua diferente. Sempre tente entender as diferentes culturas à sua frente, porque sempre há algo diferente para se aprender, ensinar e compartilhar. É maravilhoso quando as culturas podem se complementar e nos ensinar como as coisas podem ser feitas de forma diferente.

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November 23, 2017

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