Aborddando Disparidade Racial na Escola

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Aborddando Disparidade Racial na Escola

By Julia Werth | CTMirror.com

Estudantes latinos em Connecticut são suspensos da escola a uma taxa duas vezes maior do que seus colegas brancos, apesar de estarem em menor número, de acordo com um relatório divulgado em 26 de julho pelo Connecticut Voices for Children.

Os estudantes latinos também sofrem punições mais severas pelos mesmos comportamentos que suas contrapartes brancas, levando a mais expulsões e menores taxas de graduação para essa população, de acordo com o grupo de defesa.

Essas disparidades são especialmente chocantes, diz o relatório, quando se leva em conta o fato de que os estudantes brancos compreendem 54% da população do K-12 do estado. Os estudantes latinos, em comparação, correspondem a 25%.

Mas com a resolução final de Alicia B. vs. Malloy, um caso instaurado contra o Estado em 2015 que chama a atenção para a educação alternativa abaixo dos padrões oferecida às crianças expulsas em todo o estado, tais desigualdades poderiam estar sob um exame mais minucioso.

Essa resolução, que foi anunciada também em 26 de julho, “exige que o estado emita orientações adicionais aos distritos escolares, forneça recursos para a redução de expulsões nos distritos escolares, famílias e comunidade, e monitore e aborde as disparidades raciais nas expulsões”.

Além disso, o estado será obrigado a fornecer aos alunos expulsos planos de aprendizagem individualizados que atendam aos padrões de oportunidades educacionais alternativas desenvolvidas, em parte, como resposta ao processo original.

Tem-se exigido do estado, desde 2017, o fornecimento aos alunos expulsos “uma experiência abrangente e em tempo integral, onde o tempo dedicado à instrução e à aprendizagem seja comparável ao que o aluno experimentaria em um ambiente normal”.

A fim de abordar as disparidades raciais, os autores do relatório Connecticut Voices for Children acreditam que os dados devam ser mais abundantes e mais fáceis de acessar. Eles recomendam especificamente que o estado melhore o acesso aos dados sobre a disciplina escolar.

“O Departamento de Educação do Estado tem que liberar o que faz os estudantes serem expulsos, como trazer uma arma para a escola, comportamento físico ou verbalmente ameaçador, etc., e então dividir por raça, mas não por raça e gênero”, disse Lauren Ruth, co-autora do relatório com Camara Stokes-Hudson.

Atualmente, para ver como os dados sobre expulsão e outros dados disciplinares para raça e gênero se cruzam, uma solicitação específica deve ser feita ao Departamento Estadual de Educação. Ruth e Stokes-Hudson dizem que o estado deveria simplesmente liberar os dados mais específicos desde o início.

Os dados disponíveis mostram que houve melhora nas ações disciplinares, absentismo crônico e taxas de graduação em todos os grupos raciais, porém a diferença entre eles não está diminuindo.

“Em muitas áreas nos últimos anos, vimos algumas melhorias”, disse Stokes-Hudson. “Mas a disparidade, a lacuna, ainda existe.”

O relatório do Connecticut Voices for Children também investiga a falta de professores latinos e outros membros das minorias no Estado, a baixa matrícula em cursos avançados e programas especializados de estudantes latinos, e o grande número de estudantes latinos que estão cronicamente ausentes.

O estado está tomando outras medidas para resolver essas lacunas. Em maio, por exemplo, legisladores aprovaram uma lei que exige que o Departamento de Educação “tome certas medidas para recrutar e reter professores minoritários”.

O estado “tomou medidas para abordar todas as áreas recomendadas no relatório”, disse Peter Yazbak, diretor de comunicações do Departamento de Educação.

Além de recrutar professores minoritários, o departamento está procurando expandir o treinamento anti-viés, expandir os esforços e apoiar professores de cor, além de ampliar o acesso a programas e intervenções relacionadas ao absentismo crônico.

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August 1, 2018

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