Babás e Cuidadores São os Principais Alvos de Golpes em Sites de Emprego

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Babás e Cuidadores São os Principais Alvos de Golpes em Sites de Emprego

By Mariana Silva

A procura por emprego é sempre um momento de angústia e ansiedade. As pessoas anseiam e sonham pelo momento que encontrarão algo que se encaixe em seu perfil profissional. Porém, no meio deste caminho é possível encontrar armadilhas e, se você não estiver atento, pode vir a se tornar uma vítima.

É preciso muita atenção pois os estelionatários utilizam do psicológico instável do desempregado para aplicar os golpes. E um público que têm se tornado alvo fácil de crimes cibernéticos são babás e cuidadores. Infelizmente, as fraudes em sites de busca de emprego estão se tornando cada vez mais comuns e há vários indícios que podem te ajudar a não cair em tais golpes.

De acordo com o site Care.com – um serviço destinado a conectar famílias e cuidadores – há dois principais estilos de golpes que é possível detectar em uma abordagem. O primeiro, é o pagamento em excesso, isso mesmo, quando a oferta é boa demais para ser verdade, desconfie. Se você já sabe a média do salário que uma babá ou cuidador recebe, desconfie logo no primeiro momento se o anúncio oferece um valor muito acima do piso salarial.

E o segundo, é o golpe do “pagamento com antecedência”. O criminoso inventa alguma história, diz que prefere te pagar adiantado, para logo depois, te pedir que compre algo para ele.

E foi assim, que a brasileira Cristina Dutra* quase caiu em um golpe na internet há quase dois meses. Ela estava em busca de um trabalho como babá, e decidiu criar uma conta em um site de empregos, pois assim, acreditava que seria o meio mais prático e fácil, mas ela não imaginava os transtornos que estavam por vir.

“Passado alguns dias, eu recebi uma mensagem no site, de uma mulher que se dizia surda, tinha um filho cadeirante, morava em São Francisco, na Califórnia, e que estava de mudança para o estado de Connecticut. A história dela e a maneira como ela escrevia, me deixou muito sensibilizada e eu sentia que poderia ajudá-la. O salário era perfeito e as condições de trabalho também”, relembra Dutra.

Ela só começou a desconfiar quando a mesma pediu que ela comprasse uma cadeira de rodas para o filho. Em tempos modernos, onde por meio de um clique é possível comprar produtos em qualquer parte do mundo, por que ela precisava dessa ajuda? A resposta é simples: depois de passar nome completo e endereço, o golpista envia um cheque para a vítima, e logo após o mesmo ser depositado, pede que uma parte do dinheiro seja devolvido – inventam alguma história. É neste momento que a pessoa descobre o golpe, pois o cheque é falso, então, a vítima terá enviado do seu próprio dinheiro,  além de ser responsável  por adicionais taxas e encargos ao banco.

Segundo Dutra, ela só se deu conta que havia algo errado, pois comentou com uma amiga que é babá e que suspeitou da história. As duas pesquisaram na internet e acharam diversos sites relatando sobre a mesma história com “cadeira de rodas, mudança de cidade e cheques”.

“Eu tive muita sorte, pois consegui descobrir antes dela me enviar o cheque. Eu simplesmente, bloqueei o número pelo qual estávamos conversando e não respondi os e-mails que eles me enviavam impacientemente. Eu aprendi a lição, e agora, ao sinal de qualquer trabalho ‘bom demais para ser verdade’, eu já fico atenta. Espero que outras pessoas não caiam neste golpe sujo e perverso, pois já batalhamos tanto, não é justo que sejamos enganados por pessoas tão sem caráter”, finaliza.

Felizmente, Dutra, não caiu no golpe. Mas infelizmente, há um número alarmante de babás e cuidadores, que não familiarizados ou ingênuos ao ponto de não acreditar que é possível um golpe como esse, acabam tornando-se vítimas.

Muito cuidado em sites de busca de empregos, há muitos trabalhos sérios, mas há também golpes como esses descritos por Dutra. E caso caia nesta fraude, faça um boletim de ocorrência na delegacia da sua cidade. Fique sempre alerta para não ser a próxima vítima.

*Na reportagem foi usado um nome fictício para preservar a identidade da entrevistada.

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June 10, 2017

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