Plano Exchange de Saúde de CT Enfrenta Desafios Crescentes Enquanto as Seguradoras Desistem

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Plano Exchange de Saúde de CT Enfrenta Desafios Crescentes Enquanto as Seguradoras Desistem

By Kyle Constable / CT Mirror

No momento em que uma ordem estatal impede novas matrículas na cooperativa de seguradoras de saúde de Connecticut, HealthyCT, o mercado (exchange) de seguro de saúde do estado enfrenta desafios crescentes enquanto se prepara para perder duas de suas quatro operadoras.
O “exchange”, Access Health CT, tem sido amplamente anunciado como um dos mais fortes do país, mas a perda das duas seguradoras limitarão as opções disponíveis para os clientes em busca de planos de saúde. Funcionários do exchange continuam otimistas, embora admitam que os próximos dois anos serão instáveis.

A UnitedHealthcare anunciou em abril que pretende se retirar do Access Health depois deste ano — parte de uma retirada estratégica de todos os mercados do estado nos próximos dois anos. Em seguida, no dia 5 de julho, o Departamento de Seguros do Estado emitiu uma ordem de supervisão para bloquear a cooperativa de planos de saúde sem fins lucrativos de Connecticut, HealthyCT, da venda de quaisquer novos planos por causa da sua situação financeira “perigosa”. A ordem veio apesar das garantias dos funcionários da cooperativa de que eles estão caminhando para uma rentabilidade.

Em 30 de junho, HealthyCT descobriu que seria obrigada a pagar $13,4 milhões no ajustamento do risco federal, sob os cuidados da Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, um requisito destinado a movimentar os lucros das seguradoras de baixo risco para aquelas que têm riscos mais elevados. Isto levou a uma avaliação pelo Departamento de Seguros do estado que descobriu que a cooperativa tornaria-se financeiramente “instável” depois de fazer o pagamento. Embora HealthyCT não possa emitir novas apólices, todas as existentes permanecerão em vigor até seu vencimento.

UnitedHealthcare fornece cobertura para cerca de 1.500 clientes no mercado individual de cuidados à saúde e cerca de 150 em seu pequeno mercado de seguro para empresas. HealthyCT oferece cobertura para cerca de 11.300 clientes no “exchange” e 40.000 no total, em Connecticut.

A perda da HealthyCT aumenta as preocupações em Connecticut sobre a concentração de mercado, uma redução na diversidade de opções de plano de saúde.

Quando a legislação de cuidados à saúde assinada pelo presidente Barack Obama entrou em vigor, as autoridades federais esperavam que as cooperativas (planos operados e de propriedade de consumidores que prometem devolver uma parte de seus lucros para os membros) aumentariam a diversidade nos mercados estaduais. Vinte e três novas cooperativas receberam financiamento federal, mas, desde então, mais da metade faliu. Aquelas que restaram continuam a lutar financeiramente.

Alguns especialistas acreditam que a queda nas operadoras no Access Health poderia fazer com que as bonificações do seguro subissem dentro e fora do exchange.
“Essas mudanças causarão uma maior consolidação do mercado”, disse Matthew Katz, CEO da Connecticut State Medical Society. “Parece que isso poderia significar menos escolha (para os consumidores) e bonificações potencialmente mais elevadas”.

Katz não está sozinho nessa preocupação. O CEO da Access Health, Jim Wadleigh, disse que está preocupado com potenciais aumentos da taxa, mas não sabia de quanto eles poderiam ser. A comissária de seguros Katharine L. Wade, cujo escritório regula as taxas das operadoras no “exchange”, disse que não pode especular sobre qual deve ser seu efeito.

Wadleigh disse que uma maior colaboração com as seguradoras restantes no “exchange” — ConnectiCare e Anthem — ajudará a manter taxas acessíveis através da criação de planos novos e mais inovadores para os consumidores.

O “exchange” de Connecticut ainda está melhor posicionado do que a maioria, disse Wadleigh. Embora seja possível que apenas duas operadoras privadas permaneçam, os planos Medicaid patrocinados pelo estado também estão disponíveis para os clientes através do portal Access Health, como resultado de uma parceria com o estado.
“Tem havido um grande esforço de colaboração entre Access Health e o Departamento de Serviços Sociais nessa frente”, disse Wadleigh. “Ainda há três operadoras, porque o programa HUSKY ainda é operador de nossos clientes Medicaid. Sei que são meias palavras. Se eu preferiria ter mais operadoras? Sim”.

Desafios da concentração de mercado
Connecticut continua a ser um dos mercados mais concentrados do país para planos de saúde, Katz da sociedade médica disse, citando o Índice Herfindahl-Hirschman, que uma estatística que mede a diversidade de mercado verifica o número de fornecedores e suas quotas de mercado. A pontuação de Connecticut têm se mostrado consistentemente alta nos últimos anos.
Katz disse que a perda da HealthyCT poderia comprometer a capacidade da Health Access em atrair novas operadoras para o mercado. Quando parece que um mercado é controlado por um ou dois jogadores — neste caso, ConnectiCare e Anthem — isso “cria uma barreira”, porque parece que é um mercado de difícil competição, disse ele.

Access Health tem cortejado outras operadoras a se juntarem ao “exchange” nos últimos anos, mas teve pouco sucesso, aumentando a sensação de urgência da agência na manutenção da concorrência do mercado.

Mas Chad Brooker, um gerente sênior da Avalere Health, uma empresa de consultoria de cuidados de saúde, disse que a troca sempre foi dominada pela ConnectiCare e Anthem — mesmo com as opções da HealthyCT e UnitedHealthcare. HealthyCT estava apenas começando a se tornar concorrente, Brooker disse, quando o Departamento de Seguros a impediu de emitir novas apólices. UnitedHealthcare têm cadastrada uma pequena percentagem de clientes, acrescentou, e sua saída por si só não teria um impacto significativo.

Brooker, que trabalhou durante cerca de três anos como advogado da equipe da Access Health, antes de se juntar a Avalere Health em 2015, disse que a Access Health não teve sucesso em cortejar duas operadoras — Aetna e Harvard Pilgrim — no passado.

Aetna, com sede em Hartford, não ofereceu planos no exchange de Connecticut. Brooker disse que tem uma “presença substancial” em outros estados, mas tem sido “resistente à participar do exchange desde os primeiros dias”. Funcionários da Aetna inicialmente planejaram juntar-se ao exchange no seu primeiro ano, mas se retiraram quando lhes foi dito que os pedidos dos reguladores estaduais para modificar suas bonificações seriam muito caros.

Além de “algumas conotações negativas”, disse Brooker, sua decisão de não aderir a troca é consistente com o número relativamente pequeno de planos individuais fora do mercado que eles vendem em Connecticut. Ele disse que a perda da HealthyCT provavelmente não afetará sua decisão de uma maneira ou de outra.

Aetna disse este mês que ainda não decidiu quais mercados estaduais participarão no próximo ano.
A perda real, Brooker disse, tem sido Harvard Pilgrim Health Care, que começou a vender apólices em Connecticut em 2014.

“(Funcionários) colocaram muita ênfase na Harvard Pilgrim”, disse Brooker. “Seu tipo de relutância em participar do mercado no ano de 2017, quando eles tinham confirmado que estavam preparados para participar do exchange, francamente, acho que é um problema maior do que perder a HealthyCT ou a retirada da United”.

Os residentes do Condado de Fairfield, provavelmente serão os mais atingidos pela perda da HealthyCT, disse Brooker. A cooperativa tinha feito incursões significativas no município, em parte porque ela usava uma filial da Oxford Health Plans sediada em Trumbull para fazer as inscrições.
Wade mantém que a competição fora do exchange permanece “robusta” no estado, mas não comentaria mais sobre quaisquer preocupações sobre a concentração de mercado.
O caminho pela frente

Enquanto a HealthyCT foi praticamente cancelada por alguns, ela ainda tem uma segurança com o Estado. Wade disse que se a HealthyCT for capaz de levantar capital suficiente de fontes privadas e provar sua viabilidade financeira, o Departamento de Seguros tirará a ordem de supervisão.
Uma situação semelhante está se desenrolando em Illinois, Brooker disse, a cooperativa de seguro de saúde do estado, Land of Lincoln Health, também está enfrentando dificuldades financeiras após seu pagamento federal obrigatório de ajuste de risco. Os funcionários estaduais estão intervindo em uma tentativa de salvá-la, Brooker disse, mas não está claro se terão sucesso.

Se os representantes de Connecticut estiverem dispostos a intervir, Katz disse, pode ser possível salvar a HealthyCT. Mas Wade disse que depende da HealthyCT levantar os fundos necessários.
Apesar da incerteza no futuro próximo para a Access Health, Wadleigh disse que não acredita que perder a HealthyCT e a UnitedHealthcare fará com que o exchange perca seu status como um dos melhores do país.

“O sucesso que Connecticut tem tido nacionalmente o torna um para-raios para tudo o que fazemos”, disse Wadleigh, em referência à atenção da mídia que o exchange recebe. “Estaremos sempre sob uma lente de aumento ao longo deste processo”.
Wadleigh disse que há uma comunicação frequente entre os responsáveis pelas outros 16 mercados do estado, acrescentando que ele recebeu um telefonema do responsável pelo exchange do Colorado logo após a notícia sobre o rompimento da cooperativa de Connecticut este mês. Colorado perdeu sua cooperativa em 2015.

Manter as duas operadoras remanescentes de Connecticut no exchange continua a ser uma prioridade para Wadleigh. Ele disse que a ConnectiCare e Anthem renovaram seus compromissos de permanecerem no exchange. Wadleigh mantém estreito contato com os funcionários de ambas as seguradoras, realizando reuniões mensais e trimestrais com eles.
Ele também disse que a Access Health pretende redobrar seus esforços para recrutar novas operadoras para o exchange.

Funcionários estão preparados para a volatilidade de todas os mercados do estado ao longo dos próximos dois anos, Wadleigh disse. Depois deste período, os “vencedores” surgirão.

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August 2, 2016

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